PV – SP tem índio candidato a senador

Kaká Werá visita a Bienal do Livro

             O escritor e empreendedor ambiental, social e cultural Kaká Werá é o primeiro índio a ser candidato ao Senado na história do País (pelo PV, por São Paulo). Autor de obras como “Oré Awé – Todas as vezes que dissemos Adeus”, “As Fabulosas Fábulas de Iauaretê” e “A Terra dos Mil Povos”, visitará vários estandes e autografará, das 15h30 às 17h00, seus livros no estande da editora Peirópolis.

 

            O escritor e empreendedor ambiental, social e cultural Kaká Werá, candidato do PV ao Senado, por São Paulo, estará hoje, 29 de agosto, a partir das 15h, na 23ª. Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Anhembi. Primeiro índio candidato ao Senado na história do País, Kaká visitará vários estandes e autografará, das 15h30 às 17h00, seus livros no estante da editora Peirópolis (rua na G-700).

            Nascido em 1º. de fevereiro de 1964, em São Paulo, Kaká Werá viveu a juventude entre os guaranis, no bairro de Parelheiros, na capital paulista. No início de 90, criou a primeira editora indígena do País, a Nova Tribo, pela qual publicou, em 92, o romance autobiográfico “Oré Awé – Todas as vezes que dissemos adeus”, em edição bilíngue (português/inglês). Depois, a obra foi publicada pela editora Triom. O primeiro livro de Kaká e a editora indígena impulsionaram um movimento que culminou no estímulo e fomento de escritores indígenas. Anos depois, a Nova Tribo se transformou no Instituto Arapoty.

            Kaká Werá também escreveu e “A criação do mundo segundo os guaranis – A Voz do Trovão” (2013), publicado pela Editora Antroposófica em conjunto com o Instituto Arapoty, em edição bilíngue (português e alemão) e, pela editora Perópolis, “As Fabulosas Fábulas de Iauaretê” (infantil, 2007), “A Terra dos Mil Povos” (1982, Paradidático) e “Tupã Tenondé” (1998, filosofia tupi-guarani)

Com participação de Moreno Veloso, Kaká lançou há sete anos, pela Azul Music, o belo e original CD “Porã-Hei”, que pode ser encontrado em sebo virtual.

Alguns fatos interessantes na trajetória de Kaká Werá

1 .  Encontrou quatro vezes com o Dalai Lama: duas no Brasil, uma na França e uma na Índia. O encontro na França foi a convite de Danielle Mitterrand, onde Kaká participou com Dalai Lama de uma mesa redonda sobre a Cultura de Paz;

2. Kaká foi amigo, desde 2001, de Danielle Miterrand, que apoiou diversos projetos sociais no Brasil;

3. Em 1998, Kaká Werá foi um dos fundadores na ONU da URI (United Religions Initiative), que existe hoje em mais de 50 países e luta contra todo tipo de dogmatismo e fundamentalismo religioso;

4. Desde 2003 é conselheiro da Bovespa Social e Ambiental, que já apoiou projetos ambientais pelo Brasil;

5 – É, além de empreendedor social, ambiental e cultural, escritor. Publicou os seguintes livros: “Todas as Vezes que dissemos Adeus” (1992), “A Terra dos Mil Povos” (1996), “Tupã Tenondé” (1998), “As fabulosas fábulas de Iauaretê” (2007) e “A criação do mundo segundo os guaranis – A voz do Trovão” (2013).

6 – Criou a primeira editora indígena do País, a “Nova Tribo”, que se transformou no Instituto Arapoty e que fomentou o surgimento de novos escritores indígenas (hoje são mais de 40 no País);

7 – Deu palestras, cursos e workshops em dez países: Inglaterra, Estados Unidos, França, Escócia, Índia, México, Israel, Paraguai e Argentina, algumas delas em universidades, como Oxford, Stanford e Lille;

8 –  Kaká Werá coordena um projeto para que a Lei Federal 11645/2008 seja cumprida. A Lei determina que as Escolas devem ter em suas grades curricular o ensino das contribuições das culturas indígenas e afrodescendentes na formação da cultura brasileira. “Nossa ação passa basicamente por dois movimentos: a conscientização das autoridades de ensino e diretores das escolas sobre a obrigatoriedade do cumprimento da Lei e a aplicação de conteúdos que preparam os professores e os próprios diretores para a abordagem desses temas tão relevantes nas escolas”, diz Kaká Werá;

9 – Ativista social e escritor, Kaká Werá prepara, em parceria com a UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) e a UNB (Universidade de Brasília) um EAD (ensino à distância), cujo conteúdo aborda a contribuição indígena para a formação cultural do País, que será disponibilizado gratuitamente para professores e diretores de todo o País;

 

10 – Participou de novelas e programas da televisão brasileira:  “O Guarani”,  TV Manchete (1989 – no elenco);  “A Muralha”, TV Globo (2003 – consultoria), “O Rei do Gado”, TV Globo (consultoria) e “O Sagrado”, Fundação Roberto Marinho;

 

11 – Fez com Moreno Veloso o cd “Porã-Hei – A Tradição do Sol, da Lua e dos Sonhos”. O cd mesclou cantos indígenas e música eletrônica.  (Kaká também compôs a música “Tupã”, com Naná Vasconcelos, para o cd “Trilha”, do percussionista.

 

12 – Os livros de Kaká foram adaptados para duas peças de Teatro: “Oca”, direção de Ablílio Tavares, do Teatro da Universidade de São Paulo (TUSP), encenada pelo grupo “Contadores de Histórias”; “Corpos de Luz”, adaptação de “Tupa Tenonde”, feita por Paula Vital, com participação de Nana Vasconcelos. Além disso, Kaká escreveu “Morená”, baseado no mito de criação do mundo do povo “Kamaiurá”, encenado pelo grupo Arapoty.  

13 – Este ano (2014) foi, através do Instituto Arapoty,  o tema do documentário “O Povo Dourado somos nós”, baseado no livro mais recente de Kaká, “A criação do mundo segundo os guaranis” (2013).

Por Airton Gontow

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