Bem vindos aos estados Big techs!

A privatização do ESTADO avança de forma que, em breve, não precisaremos mais eleger Presidente; teremos CEO.
Não elegeremos mais parlamentares: teremos gerentes.
A Faria Lima, junto com uma parcela da classe média, será a acionista majoritária.
- Os pobres continuarão sendo pobres consumidores e trabalhadores… (PS – sem direito a PLR)
Quando o Estado vira Empresa: o CEO da Nação e os Gerentes da Democracia
Há um movimento silencioso — mas nem tão discreto assim — que vem redesenhando a forma como entendemos o Estado, a política e até a própria democracia. Aos poucos, a lógica empresarial vai ocupando espaços que antes pertenciam ao debate público, à cidadania e às instituições. E, se continuarmos nesse ritmo, talvez em breve não precisemos mais eleger Presidente: teremos um CEO. Não elegeremos parlamentares: teremos gerentes.
E quem será o acionista majoritário dessa nova corporação chamada Brasil? A Faria Lima, claro — acompanhada de uma parcela da classe média que acredita participar do conselho administrativo, mas que, na prática, só assiste às reuniões pela janela.
O mercado financeiro sempre teve influência sobre decisões políticas — isso não é novidade. A diferença é que, hoje, essa influência se tornou quase um critério de governabilidade.
- Um ministro é “bem avaliado” se agrada investidores.
- Uma política pública é “responsável” se não desagrada o mercado.
- Uma reforma é “necessária” se melhora o humor da bolsa.
A democracia, nesse cenário, vira um ativo volátil. E o povo, um ruído estatístico.
A classe média, por sua vez, abraça esse projeto acreditando que faz parte dele. Mas, como lembra Jessé Souza, a classe média brasileira é a única que defende com unhas e dentes um sistema que não a defende de volta.




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