
Por Gilberto da Silva
Conhecedor da verdadeira alma moralista vitoriana, Oscar Wilde dizia que a máscara permite ao individuo expressar sua verdadeira identidade, aquilo que a sociedade reprime.
Lembrei disso certo dia ao ver cenas de De Olhos Bem Fechados de Stanley Kubrick. Quem ainda não assistiu, deveria assistir. Um jogo de aparência e essência.
Vivemos sob o peso constante da vigilância do outro. Uma vigilância que nos molda, disciplina, formata nossa personalidade. Uma sociedade que nos quer usando máscaras sociais para ser um profissional competente, para ser uma amigo equilibrado, para ser um cidadão exemplar. Máscaras que não revelam, escondem! O palco do próprio eu torna-se visível.
O medo de ser visto, o medo de ser revelado, o medo de ser sua própria existência! Ao usar a máscara, o ser humano retira seu obstáculo e permite-se, revela-se, transforma-se.



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