Por Gilberto da Silva

Muito atual! Metáforas do agora! Moralismo, misoginia, o “homem machão”, jogador de apostas, feminicídio, conservadorismo.

“O que é a vida? É o princípio da morte. O que é a morte? É o fim da vida. O que é a existência? É a continuidade do sangue. O que é o sangue? É a razão da existência.”

Essas são as palavras do monólogo inicial do filme.

    À meia noite levarei a sua alma é considerado o primeiro filme de horror do cinema brasileiro, José Mojica Marins apresenta uma trilogia do icônico personagem de Zé do Caixão. Filme realizado logo após o Golpe Militar. Na década de 1970, o filme sofreu forte censura por conta do seu conteúdo considerado violento.

    Péssima noite para vocês, meus amiguinhos corajosos. Guardem
    bem estas palavras. A todos aqueles que viram um velório, o rosto pálido
    de um cadáver, a todos aqueles que não acreditam em almas penadas, aos
    que ao saírem deste cinema e tiverem que passar por ruas escuras,
    sozinhos, ainda há tempo! Não assistam a este filme! Vão embora! Tarde
    demais! Vocês não acreditaram. Querem mostrar uma coragem que não
    existe? Pois então fiquem! Sofram! Assistam… À meia-noite levarei sua
    alma!

    A fala inicial da Bruxa

    Zé do Caixão tem que ser revisitado. O cinema merece!

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