Campanhas eleitorais e processo político na sociedade brasileira do espetáculo

seminarioVai acontecer nessa sexta e sábado !7 e 18 de outubro o III Seminário Comunicação e Política na Sociedade do Espetáculo que será realizado na Faculdade Cásper Líbero. O tema desse anos é: Campanhas eleitorais e processo político na sociedade brasileira do espetáculo.

O seminário é organizado pelo Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo do Programa de Mestrado da Faculdade Cásper Líbero, e está vinculado ao projeto de pesquisa Mídia, Política e Espetáculo. O objetivo do seminário é a apresentação e o debate de trabalhos que procuram compreender as relações entre comunicação e política na sociedade brasileira do espetáculo, tendo como objeto as
campanhas eleitorais de 2014, as coberturas midiáticas dessas campanhas e suas relações com o processo político brasileiro.

Fico mais pequeno do que sou no meio de tanta gente boa.

A começar no dia 17 de outubto, na abertura com o professor Cláudio, mais que um mestre, um doutor, santista mais fanático do que eu. Ele vai expor o tema: Comunicação, política e poder na sociedade do espetáculo.  O objetivo da apresentação é apontar a relevância dos Comentários sobre a Sociedade do Espetáculo, texto de Guy Debord, para uma compreensão das relações entre comunicação e política na sociedade do espetáculo na contemporaneidade, de modo geral, e na sociedade brasileira em particular. Será abordado, em especial, o conceito de poder espetacular integrado. Entende-se que esse conceito é de grande importância para a investigação do processo político na sociedade contemporânea. Cláudio Novaes Pinto Coelho é Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo,
USP (1991). Formado em Ciências Sociais pela USP. É mestre em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas, SP, Unicamp. Coordena o Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo, do CNPq (2006), e é responsável pelos Projetos de Pesquisa Comunicação, Cultura e Espetáculo e Mídia, Política e Espetáculo, do Programa de Pós-graduação – Mestrado em Comunicação da
Faculdade Cásper Líbero. Entre as principais publicações encontram-se Publicidade: é possível escapar? (São Paulo: Paulus, 2003), Comunicação e Sociedade do Espetáculo (São Paulo: Paulus, 2006), organizada com Valdir José de Castro, e Estudos de Comunicação Contemporânea: perspectivas e trajetórias (São Paulo: Plêiade, 2012), organizada com Dimas A. Künsch e José Eugenio de Oliveira
Menezes.

Em seguida – em articulação – entra o metódico e tranquilo Emerson Ike Coan um Mestre em Comunicação e membro do Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo. Mestre em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) nos brinda com um passeio pelo Brasil pós ditadura militar.

Depois virá uma pá de gente boa como Kátia Saisi, que acaba de lançar o livro Campanhas presidenciais, mídia e eleições na América Latina: Brasil, Chile e Venezuela, seguida da Mara Ferreira Rovida uma craque em discutir mobilidade articulada com Durkheim, Debord e o jornalismo segmentado, além de escrever lindas crônicas para o blog http://filosofiaemtransito.wordpress.com/.

O Rodrigo Carvalho é companheirão do PCdoB que com sua maestria e conhecimento de Gramsci discute mídia; hegemonia; construção ideológica; neoliberalismo; populismo.

Vanderlei de Castro Ezequiel, matemático e mestre em comunicação apresentará Questões sociais e discurso político
eleitoral. O trabalho é fruto de suas pesquisas sobre discursos políticos. O Vander é um dos mais antigos membros do grupo de pesquisa. Mas nem parece… Sempre com um artigo bem articulado e discussões novas no pedaço.

 

Em seguida entra a Deysi Cioccari  com Dilma Bolada ou Dilma Rousseff: Quem é a diva da Nação? A nossa mais nova paulitana gaúcha é muito trilegal. Rápida nas pistas de corrida e nas nossas discussões. Tem muito futuro de academia. Seu artigo faz uma análise dos perfis nas redes sociais twitter e facebook da personagem Dilma Bolada e da candidata à presidente Dilma Rousseff durante o
período eleitoral de 2014. Deysi prestou assessoria de imprensa na disputa eleitoral para o governo do Estado do Rio Grande do Sul (2006) e
Presidência da República (2010) pelo partido PSDB. Foi assessora de imprensa na Câmara dos Deputados em Brasília, no partido Democratas.

A  Eliana Natividade -versará sobre Manifestações contra a Copa e possíveis influências nas urnas de 2014, segundo a cobertura da mídia impressa. O artigo propõe uma reflexão sobre a cobertura jornalística no episódio das vaias à presidente Dilma Rousseff, na abertura da Copa do Mundo de Futebol 2014. Os protestos contra os gastos com a Copa durante o Mundial foram suprimidos no entorno dos estádios sedes dos jogos, mas a hostilidade ao governo, através das vaias no “Itaquerão”, em São Paulo, ganhou destaque na imprensa. Desta forma, o texto pretende pensar a cobertura da mídia impressa sob os holofotes da espetacularização em ano eleitoral. Para isso, revisitaremos as questões levantadas pelo teórico francês Guy Debord, além de outros pensadores da pós-modernidade.Eliana Natividade é Jornalista, mestranda em Jornalismo na Contemporaneidade, na Faculdade Cásper Líbero e membro do Grupo de Pesquisa do CNPQ Comunicação e Sociedade do Espetáculo. FORÇA ELI!!!!! Aqui tudo será superação!

Logo após entra Gabriel Leão – Herói ou animal político? Objetivo. Os arquétipos possuem grande relevância dentro dos jogos político e midiático, com as esferas interagindo a linha que divide animais políticos de heróis se apresenta cada vez mais sensível. O político contemporâneo e o ativista se apresentam ao grande público pelos meios de comunicação e não mais apenas em oratórios e manifestações. Com estes fenômenos há o advento do Príncipe-Eletrônico e todos seus recursos tendo partidos e políticos se confundindo com marcas e produtos, enquanto eleitores e governados se comportam como consumidores. Dialogam no texto autores como Maquiavel, Ianni, Debord, Schwartzenberg, Lasch, Campbell, Tchakhotine, Martinez, Goebbels, Morín e Klein buscando compreender como se dá essa relação entre herói e animal político. Gabriel Leão é Mestre em comunicação pela Faculdade Cásper Líbero e bacharel em Comunicação Social / Habilitação: Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Synesio Cônsolo Filho – A necessidade de se administrar a visibilidade.
Resumo: Vivemos numa sociedade digital em que o excesso de imagens exige-nos a tarefa permanente de entender e discernir este fenômeno. Sabemos que a imagem nos constitui e nos seduz e dela o sistema capitalista se apossa em um constante movimento de subjetivação para nos seduzir, nos manipular e nos consumir. Na sociedade informática, além da espetacularização, outro fator que vem se evidenciando como estratégico e fundamental para a maioria da classe dominante, por não dizer da classe política, é a visibilidade. Este artigo trata da necessidade do gerenciamento da visibilidade pelos políticos.
Synesio Cônsolo Filho é Pesquisador, Professor Universitário, Doutor em Ciências Sociais/Comunicação Política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP, Membro do Grupo de Pesquisa: Comunicação e Sociedade do Espetáculo da Faculdade Cásper Libero. Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero. Especialista em Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Escola de Comunicação e Artes – ECA da Universidade de São Paulo – USP e Administração em Serviços pelo Centro Universitário Ibero-Americano. Possui os Cursos de Bacharelado Comunicação Social com ênfase em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing – ESPM e Comunicação Social com ênfase em Propaganda e Publicidade pela Universidade Nove de Julho.
Ingrid Baquit – A política externa nos governos Lula e Dilma e o cenário político contemporâneo
Resumo: O pluralismo e a composição multiétnica, a propensão à integração cultural e relativa abertura ao sincretismo da diversidade têm projeção externa e formam a identidade internacional brasileira. As múltiplas dimensões e os contrastes fazem com que o país participe de inúmeras esferas do convívio internacional. Este artigo estuda dois momentos nos dois governos – a questão nuclear do Irã durante o governo Lula e os recentes conflitos entre Israel e Palestina ainda no governo Dilma – para entender como a política praticada por esses chefes de estado afetam a relação do Brasil internamente e com o mundo.

Ingrid Baquit é graduada em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade Federal do Ceará (2011). Tem experiência nas áreas de Jornalismo Literário, Ciberjornalismo e Jornalismo Internacional. Publicou em 2011 o livro “Histórias Entrelaçadas: a Organização dos Estados Americanos contada pelo seu programa de estágio”, por meio das Edições UFC. Atualmente, é mestranda em Comunicação na Faculdade Cásper Líbero, na área de Comunicação na Contemporaneidade, sendo orientada pelo Prof. Dr. Cláudio Novaes Pinto Coelho.

 

Jaime Carlos Patias, nossa querido padre e amigo gaúcho apresenta: Lula: carisma e poder: Uma abordagem a partir dos estudos sobre liderança carismática de Max Weber.
Resumo: A história de vida do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúne características de um líder carismático. Dotado de talentos demagógicos e muita energia, o pobre retirante nordestino rapidamente se tornou não só o líder sindical mais importante da história operária brasileira, mas também um grande condutor de massas, culminando com sua eleição a presidente da República. No final de oito anos de mandato (2002 a 2010), Lula atingiu mais de 80% de aprovação popular carregando consigo a representação simbólica de um considerável poder político individual. Em função desse poder, age estrategicamente em todos os espaços como um sujeito sedutor, um líder carismático. Este trabalho tem por objetivo analisar o carisma de Lula e sua influência na Campanha Eleitoral de 2014. A abordagem toma como referencial os estudos de Max Weber (1864 – 1920), sobre liderança carismática.
Jaime Carlos Patias, IMC, é licenciado em Filosofia pela PUC – PR, bacharel em Teologia pela Universidade de Louvania, Bélgica, e mestre em comunicação pela Faculdade Cásper Líbero. Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária e assessor de comunicação das Pontifícias Obras Missionárias (POM), em Brasília – DF. Membro da equipe de redação da revista e do site Missões. Membro do Grupo de Pesquisa “Comunicação e Sociedade do Espetáculo”, autor de vários artigos e coautor do livro Comunicação e Sociedade do Espetáculo, (Paulus, 2006).
Gilberto da Silva, este ser que vos escreve – participa com  A sedução do lulismo: imagens e leituras de Lula na Sociedade do Espetáculo. Apresenta um trabalho onde propõe a entender o fenômeno Lula através da abordagem da teoria crítica e da sociedade do espetáculo. A investigação do lulismo nos remete sobre os vínculos entre a lógica mercantil e a produção de imagens e permite, através dessa abordagem, refletir sobre temas da indústria cultural, da ideologia, da política e da sociedade capitalista a partir da conceituação de Sociedade do Espetáculo empreendida por Guy Debord e passando pela releitura dos demais autores filiados a Teoria Critica.

 

Márcia Amazonas – Eduardo Campos & Marina Silva: a “Nova Política” entre o drama e a esperança. Resumo: O artigo pretende refletir sobre os desafios enfrentados pelo candidato presidencial socialista Eduardo Campos na construção do discurso da “Nova Política” até sua trágica morte em um acidente aéreo em agosto de 2014, quando sua vice Marina Silva assume a candidatura como representante da aliança Unidos pelo Brasil. Sob as perspectivas da Sociedade do Espetáculo de Guy Debord e da análise do Discurso Político por Patrick Charaudeau, busca-se compreender o impacto da tragédia e seus efeitos na mídia e no eleitorado e o potencial de crescimento no cenário político brasileiro da chamada “Terceira Via”, como alternativa ao Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB)
Marcia Amazonas é mestranda em Comunicação na Contemporaneidade pela FCL (Fundação Cásper Líbero) e especialista em Comunicação e Marketing pela mesma instituição acadêmica. Formada em Jornalismo pela Unisantos, possui mais de duas décadas de experiência como jornalista na grande imprensa e como consultora de comunicação corporativa. Integrante do Grupo de Pesquisa “Comunicação e Política na Sociedade do Espetáculo” da FCL, dedica-se atualmente ao acompanhamento e estudo de temas como comunicação política, discurso político, marketing político, sociedade do espetáculo e construção de imagem (image building).
Vivian Paixão – Carta Capital e Veja nas eleições presidenciais de 2014. Resumo: Este trabalho objetiva fazer uma reflexão, por meio da semiótica peirciana, das revistas Carta Capital e Veja nas eleições presidenciais de 2014. Por apresentarem pontos de vista distintos acerca da política brasileira, serão analisadas as diferenças e semelhanças das tendências ideológicas de cada veículo. Palavras-chave: Revista; Carta Capital; Veja; eleições; semiótica. Vivian Santana Paixão é graduada em Letras pela USP, especialista e mestranda pela Cásper Líbero. Foi assistente editorial, professora de Língua Portuguesa, Redação e Literatura, participou da elaboração de dois livros didáticos e trabalha com revisão de textos.

Genilda Alves de Souza – A percepção e a influência das pesquisas eleitorais nas classes c e d/e nas eleições para o Governo do Estado de São Paulo em 2014.
Resumo: O propósito do estudo é avaliar a influência das pesquisas eleitorais, com foco nas classes sociais C, D/E, para o governo do Estado de SP, na medida em que esta é a grande maioria dos eleitores brasileiros e representarão 48% dos eleitores do Sudeste (Data Popular e PNAD do IBGE). Outro fator importante é o peso político das eleições para o governo do Estado de SP, que sempre se revestem de um caráter nacional pela importância econômica e política do Estado junto a Federação. As questões centrais que o estudo pretende abordar são: a) como as classes C e D/E, a chamada “classe emergente”, percebe os resultados das pesquisas eleitorais e a compreensão que tem dos mesmos, e b) qual a influência que estes resultados têm sobre a intenção de voto nestas classes sociais.
Palavras-chave: Pesquisas eleitorais; classes sociais; intenção de voto.
Genilda Alves de Souza possui graduação em psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1979). Pós-graduada em Comunicação e Marketing pela Faculdade Cásper Líbero (2001). Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero (2009). Professora Adjunta da Faculdade Cásper Líbero, das disciplinas de Estatística e Análise de Dados, no curso de Publicidade e Propaganda, e da disciplina de Comunicação Comparada no curso de Rádio e TV e de Teorias da Comunicação no curso de Relações Públicas. Professora do curso de Pós Graduação em Administração Hospitalar, do Centro Universitário São Camilo, da disciplina de Comunicação Empresarial e do MBA em Qualidade de Vida da Abramge/Centro Universitário São camilo, da disciplina de Endomarketing. Consultora em pesquisas de marketing opinião da Huno Consultoria e Treinamento S/C Ltda. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Social e Comportamento do
Consumidor, atuando principalmente nos seguintes temas: comunicação, marketing, comportamento do consumidor, pesquisa e opinião pública.
Fábio Cardoso Marques encerra com- O “príncipe eletrônico” e a representação política.
Resumo: O Objetivo principal da apresentação é debater as principais características do príncipe eletrônico segundo Octávio Ianni e as formas de produção da sua hegemonia baseada nos valores da globalização neoliberal. O príncipe eletrônico, na sociedade do espetáculo, provoca profundas mudanças nas condições da prática e da reflexão teórica da política, próprias do século passado. Também pretende-se detalhar alguns aspectos desta transformação nos cenários de representação da política, indicados por Venício Lima.
Palavras-chave: Octávio Ianni; hegemonia; cenários de representação política.
Fábio Cardoso Marques é Mestre pela Cásper Líbero, em 2004, com um estudo comparativo sobre as coberturas das três primeiras edições do Fórum Social Mundial, feitas pela grande imprensa e pela imprensa alternativa. Publicou: “Uma reflexão sobre a espetacularização da imprensa”, em “Comunicação e sociedade do espetáculo”, (org.) Cláudio N.P. Coelho e Valdir José de Castro, Editora Paulus, 2006. “As possibilidades do pensamento e ação transformadores na sociedade do espetáculo”, Revista Estudos de Sociologia, nº 30, da Unesp/Araraquara, 2011.

 

Programação completa em:

http://casperlibero.edu.br/eventos/iii-seminario-comunicacao-e-politica-na-sociedade-do-espetaculo/

 

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