Um doce café frio

Um doce café frio

Por Gilberto da Silva

 

Quem me chamou para um café, e não foi? Quem acendeu um pavio e o deixou ao vento morno das manhãs? Coisas do destino.

Aquele pó já está ficando velho e o cheiro já foi embora. Não há mais pó? Nem água?

Aos poucos, cafés, mensagens, telefonemas se dissipam no horizonte das manhãs.

Quem foi que me deixou com uma xícara na mão, saboreando as quenturas do líquido negro da paixão?

Entre palavras mais ou menos ditas, malditas ou bem profetizadas, aqueles cafés quentinhos das tardes ficaram registrados em poucas linhas manuscritas.

Esfriaram também as filas dos cinemas, as músicas, o doce caminhar pelos bosques e praças. Pior que o frio são as águas que descongelam levando para longe os restos. Os restos da imaginação.

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