Por Gilberto da Silva
Segundo dados do Relatório Técnico da Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) de abril de 2014, a Sabesp deixou de investir R$ 815 milhões, entre 2007 e 2011, nas redes de água e esgoto previstos nos contratos realizados com os municípios do estado.
Nos dez anos da outorga do Sistema Cantareira, que termina em agosto, a Sabesp deveria ter aumentado sua oferta hídrica para a Região Metropolitana de São Paulo em 25 metros cúbicos de água por segundo.
A crise atual faz com que o governo do estado de São Paulo raspe – literalmente – o fundo do tacho para garantir água para a região metropolitana de São Paulo até o inicio de 2016, quando supostamente poderemos ter mais chuvas.
O governo ao extrair água do chamado volume morto da Cantareira e, talvez, dos outros sistemas, indica a contramão do que sempre propagandearam, ou seja, em matéria de gestão pública ficam a desejar. O modelo adotado de privatizações, concessões e terceirizações orientadas para o lucro em detrimento das necessidades básicas da população é um fracasso para a população. Não posso dizer o mesmo para os acionistas.
A todos devemos lembrar que á água é finita e estratégica. Essa escassez é quantitativa e qualitativa. Basta ver que não há mais água limpa em qualquer grande cidade do Brasil. O nosso desenvolvimento levado pelas administrações é insustentável, devido ao crescimento desordenado das cidades. Quem mais pagará pela falta de água serão os menos favorecidos, os excluídos.





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