Nem só delícias encontraremos no jardim

“O Jardim das Delícias” (detalhe do “Inferno”), c 1500, óleo sobre painel Museu do Prado, Madrid

Por Gilberto da Silva
Tem gente que gosta de criar animais de estimação. Aos pequenos (em algumas ocasiões nem tanto..) dedicam um amor quase incondicional. Outras pessoas preferem adotar políticos de estimação.
Tem pessoas que gostam de cultivar flores. Preparam e cultivam enormes jardins, regam suas folhas e pés com uma militância insaciável. Outras pessoas preferem cultivar filósofos, mesmo sem nunca ter lido um capítulo de suas obras..
Uns mais afetados pelo dia a dia das decepções alheias procuram descarregar suas iras nas redes sociais. Menos mal, poderia praticar maus-tratos em algum animal, ou em algum filósofo.
Outros preferem procurar um Guia espiritual, alguém que o indicará ao reino do céu, com ou sem cobrança de pedágio. Geralmente a coisa se resume numa conta fracionária. E binária. No céu tudo é alegria e no inferno tudo é tristeza. Dê muito céu a um incauto que ele reduzirá sua fração num inferno.
O desapontamento, a decepção, ou toda forma de descrédito, uma hora chega e bate na sua porta ou no seu quintal. É possível que nesse precioso momento não encontrarás mais o político, o filósofo ou o guia espiritual de plantão.
Gosto, diz o ditado, não se discute. Mas também não é bom provar sempre.

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