Augusto Boal

 

Diretor, dramaturgo, escritor, professor, ensaísta e defensor dos direitos humanos, tendo dirigido mais de quarenta peças, Augusto Pinto Boal nasceu no Rio de Janeiro em 1931 e foi uma das mais representativas personalidades do teatro contemporâneo internacional com uma obra traduzida em mais de vinte línguas.  Formado em Engenharia Química, mudou-se em 1950 para os Estados Unidos onde, na Universidade de Columbia, cursou dramaturgia na School of Dramatics Arts com John Gassner, professor de Tennessee Williams e Arthur Miller.

 

Ao retornar ao Brasil, em 1956, foi convidado por  Sábato Magaldi e José Renato para dirigir o Teatro de Arena de São Paulo, que revolucionou a estética do teatro brasileiro nas décadas de 50 e 60, contribuindo vigorosamente para a criação de uma dramaturgia genuinamente nacional. Dirigiu o show Opinião, com Zé Kéti, João do Vale e Nara Leão.

 

No ano de 1971, criou, ao lado de uma equipe de jovens, o Teatro Jornal – 1ª Edição, experiência que se utiliza de 12 técnicas para revelar as informações distorcidas que saíam nos jornais impressos no período da ditadura. Preso e torturado, Boal foi exilado nesse mesmo ano, mas prosseguiu sua carreira no exterior, onde permaneceu por cinco anos e desenvolveu a estrutura teórica dos procedimentos do Teatro do Oprimido, inspirada nas propostas do educador Paulo Freire. Em 1986, sete anos após a anistia, retorna ao Brasil.

 

A convite do então Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro, Darcy Ribeiro, passa a dirigir a Fábrica de Teatro Popular com o objetivo de tornar a linguagem teatral acessível a todos, com o estímulo ao diálogo e à transformação da realidade social. Nesse ano, junto com artistas populares, inaugura o Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro – CTO-Rio, para difundir o Teatro do Oprimido no Brasil.

 

Em 1992, foi eleito vereador da cidade do Rio de Janeiro pelo Partido dos Trabalhadores (PT e começou a trabalhar com o Teatro-Fórum e, a partir da intervenção dos espectadores, criar projetos de leis. Esta técnica ficou conhecida como Teatro Legislativo.

 

Sua última pesquisa foi a Estética do Oprimido, programa de formação estética que integra experiências com o som, a palavra, a imagem e a ética. Em 2008, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz, em virtude de seu trabalho com o Teatro do Oprimido aplicado nas ruas, hospitais, presídios e escolas do Brasil e de mais de setenta países. Em março do ano seguinte, foi nomeado pela Unesco embaixador mundial do teatro. Augusto Boal morreu no dia 02 de maio de 2009, aos 78 anos, no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, por insuficiência respiratória..

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