Romance da EdUFSCar aborda multiculturalismo brasileiro 

maracatu

Livro será lançado foi lançado ontem, dia 24 de outubro, no campus do IFSP em São João da Boa Vista

 

A Editora da Universidade Federal de São Carlos (EdUFSCar) está lançando o romance “Maracatu Circuncidado”, de autoria de Lincoln Amaral. A obra trata da história de Arthur, um jovem pernambucano, guia de museu em Salvador, o narrador-protagonista da história. “A pesquisa de pós-graduação de Arthur revelará a história subterrânea dos cristãos-novos, judeus conversos que tiveram importante participação no processo de construção histórico-cultural do Brasil. Já o museu em que ele trabalha revela traços da multiculturalidade nacional”, conta Amaral.
Também fazem parte do enredo o judeu Samuel, a curadora Amarílis, o biólogo Yuri, a poliglota Svetlana e a irmã do protagonista Néinha. Todos eles enriquecem o processo de conhecimento da história, das religiões, dos amores, da vida e da morte, e provocam identificação com leitores de várias idades. Segundo o autor, em um plano ficcional, a realidade se faz presente pelo contexto multicultural da juventude brasileira, a busca por identidade e pertença nacional, o empoderamento de minorias, a questão da sexualidade etc.
“O título em si – Maracatu Circuncidado – é um convite a nos despir de unidades conceituais identitárias, nacionais, religiosas. Isso se confirma no sumário, com seus signos multiculturais e na numeração dos capítulos em hebraico”, escreve na apresentação da obra Robson Batista dos Santos Hasmann, doutorando em Letras. Hasmann também destaca o tom oral do livro, marcado pelos versos que imitam o cordel no início dos capítulos, pelas canções da música popular brasileira e pelo afastamento da caricatura com que o Brasil acostumou-se a ouvir a fala nordestina.
“Tal qual o maracatu, com sua construção multiforme e polissêmica, o romance de Lincoln Amaral se inscreve numa tradição contemporânea de narrativas que, impregnadas de ritmos, sons e cores imutáveis, decanta origem, memória e história, e o narrador, tal qual o leitor, acaba por compreender que ‘o bicho-homem é plural por demais, não quer ser obrigado a caminhar na estrada curta de mão única'”, define no prefácio Lyslei Nascimento, professora de Literatura Comparada e Teoria da Literatura, da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Mais informações podem ser obtidas no site www.edufscar.com.br.
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