Com o coração aberto invento

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Por Gilberto da Silva

De tempos em tempos  me pego olhando a foto  interna de Geraes e procurando meus vestígios – com ou sem barba -naquela mata da Universidade.  Eu estava lá, sei. Mas como, onde, de que forma? Não sei… O “esquecer era tão normal” e eu sempre esqueci. E eu era quase criança. Só? Com amigos, talvez e mais provável. Mas quem? Sei lá… mas estava “com o coração aberto em vento” a procurar ser feliz.

A recente descoberta de um grupo de colegas do tempo do ensino médio remeteu-me a essa obra e que um grande colega de grupo de estudos em comunicação desvela seus labirintos. E destravou pequenos lapsos de um tempo em que ainda tentavam calar nossas vozes. Na verdade “quem quis me ferir.. não aprendeu perdoar”. E seguimos na luta.

Eu, em processo de desalienação, buscava “à flor da pele” descobrir novos horizontes, novas dimensões, novos cantos, novos versos.

Acho, hoje, que não perdi meu tempo tentando mudar o mundo, mas ”promessas de sol já não queimam meu coração”. A “lua girou num compasso” e eu em descompasso atrasei o trem.

Vou rezar, porque só Deus salva o oratório. Mas vamos em frente pois quem “cala sobre teu corpo consente na tua morte” e não temos muita coisa para consentir no momento. Assim, dando rumo às invenções, invento.

 

PS: as frases e palavras em parênteses são de letras de música do LP Geraes, de Milton Nascimento, produzido em  1976.

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