Parque da Independência será privatizado

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O Parque da Independência – um marco histórico nacional – será um dos parques privatizados na gestão Doria, que entende que o Independência é um parque com perfil adequado para exploração comercial, com possibilidade de dar lucro a empresas e zerar os custos à administração à manutenção do local.

Os empresários que ganharem a licitação poderão, por exemplo, operar sistemas de estacionamento ou áreas de alimentação, como quiosques de lanches e restaurantes, assim como promover outras atividades remuneradas. A equipe de transição tucana estuda alterar regras atuais que impedem certos tipos de eventos dentro dos parques e com isso, liberar os concessionários para promover feiras gastronômicas ou de venda de livros dentro desses espaços, gerando mais receita.  Essas atividades de exploração econômica não são, atualmente, permitidas dentro de parques públicos.

O parque é um marco histórico nacional, localizado na Colina do Ipiranga, de onde D. Pedro I declarou a independência do país em 1822. Em sua área localiza-se ainda o Museu Paulista, de propriedade da USP, e uma estátua em homenagem ao “grito do Ipiranga”, de autoria do italiano Ettore Ximenez.

INFRAESTRUTURA

Praça para eventos, estacionamento, pista de Cooper, aparelhos de ginástica, playground, área de estar, sanitários, chafariz com fonte e cascata. Em sua área está a Casa do Grito (SMC), o Monumento da Independência e Cripta Imperial , o Museu Paulista e, nos limites do parque, o Museu de Zoologia (USP).

PARTICULARIDADES

Tombado pelo CONDEPHAAT, CONPRESP E IPHAN, o parque é um marco histórico nacional. Na Colina do Ipiranga, junto ao Riacho do Ipiranga, D. Pedro I declarou o país independente de Portugal em 1822.

Possui vegetação composta por áreas ajardinadas e bosques heterogêneos. No jardim francês à frente do Museu Paulista destacam-se topiárias de azaleia, buxo e falsa-figueira-benjamim, canteiros de rosas e arranjos de palmeiras e pinheiros. No bosque ao fundo do Museu encontram-se espécies como araribá-rosa, canela, canela-branca, cedro, embiruçu, falsa-seringueira, figueira-mata-pau, imbiruçu, jatobá, marinheiro, pau-ferro, pinheiro-do-paraná e sapucaia. Nas laterais do parque ocorrem bosques heterogêneos com araribá-rosa, eucalipto, jacarandá-mimoso, jaqueira, paineira, palmeiras e sibipiruna. Foram registradas 186 espécies, das quais 8 estão ameaçadas como a cabreúva, a grumixama e o palmito-jussara.

Há registros de borboletas como a borboleta-pavão (Junonia evarete), assim chamada pelos “olhos” violetas nas suas asas. Dentre os mamíferos, ocorrem saguis, gambás-de-orelha-preta e bicho-preguiça. É uma ótima localidade para realizar avistamentos de psitacídeos (papagaios, periquitos, maracanãs e tuins) que encantam pela gritaria, coloração e comportamentos. Pica-paus e tiranídeos (pássaros da família do bem-te-vi) também estão bem representados. Chama atenção o “tamborilar” do joão-velho e do pica-pau-de-banda-branca, além da presença da alma-de-gato com sua notável cauda. Gavião-carijó e quiri-quiri são os rapinantes que patrulham a área em busca de refeições.

Atualmente o Parque Independência está sendo ampliado complementando as atividades já existentes e reforçando sua vocação histórica. A nova área é de 21.188 m².

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