Edgard Roquete-Pinto

roquetepinto

Aos 70 anos, no dia 18 de outubro de 1954, falecia Edgard Roquete-Pinto, mais conhecido como Roquete Pinto. Morreu solitário e em seu apartamento a beira mar, com objetos de seu cotidiano e de seu trabalho.

A história do rádio no Brasil deve tudo a esse carioca, nascido em Botafogo, no mês de setembro de 1884, de família mineira, vinda do estado de Minas Gerais.

Após a experiência da primeira transmissão radiofônica no Brasil, em 1922, Roquete Pinto tentou, sem sucesso, convencer o governo federal a comprar todos os equipamentos apresentados pelos norte-americanos na Feira Internacional realizada no Rio de Janeiro. Em 1923, quando acabara de completar 39 anos, Roquete revolucionou, mesmo que singelamente o rádio no Brasil, por meio de engenhocas e fios por toda à parte, chamou um influente jornalista e poeta da época, que trabalhava como Secretário da gazeta do Rio e cronista de O Estado de S. Paulo para conhecer seus experimentos. A principio quando entrou no local houve risos e ironia por parte do jornalista que se chama Amadeu Amaral, mas logo que Roquete iniciou as transmissões, Amadeu ficou estagnado e perplexo com o que vira, era simplesmente o inicio do primeiro rádio no Brasil, que se chamou Rádio sociedade do Rio de Janeiro. No dia seguinte ao fato Amaral publicou em primeira página o feito no seu jornal, o que repercutiu muito e tornou-se a notícia e curiosidade do momento.

Em 1936, os aparelhos de rádio já podiam ser comprados em lojas especializadas. Nesse mesmo ano, a Sociedade Rádio do Rio de Janeiro foi doada ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), cujo titular de então era Gustavo Capanema. Este comunicou que a antiga Rádio Sociedade seria incorporada ao temido Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), órgão responsável pela censura durante o Estado Novo do presidente Getúlio Vargas.

 

Também no setor do cinema educativo, Roquette-Pinto foi pioneiro no Brasil. O emprego do cinema no ensino e na pesquisa científica no país data de 1910, quando foi iniciada a filmoteca do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Em 1912, Roquette-Pinto trazia da Rondônia os primeiros filmes,tirados por ele, dos índios nambiquaras, películas que foram projetadas no salão de conferências do museu em 1913.
Mas até 1930, pelo menos no dizer de Jonatas Serrano e Venâncio Filho, “o cinema educativo não teve em nosso país organização sistemática, planos definitivos, com recursos capazes de garantir completo êxito” – Vera Regina Roquete-Pinto in: Roquete Pinto o rádio e o cinema educativos. – REVISTA USP, São Paulo, n.56, p. 10-15, dezembro/fevereiro 2002-2003

 

jbroquete

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