pequenas reflexões

Hoje, ao acordar de madrugada e sem condições de “pegar” no sono novamente, refleti um pouco e senti o quanto estamos escrevendo e falando “com o estômago”, sem perceber as sutilezas da vida, sem saber que podemos magoar e ferir. Ninguém parece disposto a pagar a sua parte.

Na onda do momento falamos e escrevemos muitas besteiras. Apontamos nossos dedos nos outros, transferimos nossas culpas e não aceitamos o Outro. Nossas frustrações sempre depositadas em culpa alheia. Em algum momento pintamos o passado como maravilha e o futuro como o passaporte para o Inferno; em outros, o inverso, depois o reverso… É tempo de todos, sem exceção, mudar seus conceitos, ou revê-los ou refletir sobre eles.

Não quero entrar nessa onda de banalidade do mal como bem filosofou Hannah Arendt. Estou a querer distância de discursos de ódio, xenofobia, racismo e demais preconceitos. Nem que seja para reciclar ideias e amizades!

A originalidade do totalitarismo é atroz, não porque surgiu alguma nova ideia no mundo, mas porque suas ações constituem uma ruptura com todas as nossas tradições; elas demoliram indiscutivelmente nossas categorias de pensamento político e nossos critérios de julgamento moral. (ARENDT, 2008, p.332)
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