Memória e história do movimento guerrilheiro do Araguaia

27 de novembro de 2018
3ª-Feira – 18h30O último Debate CEDEM de 2018 abordará a guerrilha do Araguaia, ação ocorrida entre 1972 e 1974, a partir da obra Diário da guerrilha do Araguaia, organizada pelo sociólogo e jornalista Clóvis Moura. Lançada em 1979, a obra ainda pouco conhecida, será apresentada pela professora Teresa Malatian. O texto insere-se no debate interno do PCdoB sobre a guerrilha, ampliado após a derrota do movimento. A carta-relatório de Pedro Pomar ao Comitê Central do partido, em 1976, parece ter sido a principal fonte desse debate. A obra pretendeu atingir um público mais amplo que o da organização partidária, contribuindo para romper o silêncio na sociedade brasileira sobre o tema. Neste debate, outras colaborações para a compreensão do movimento serão do cineasta Vandré Fernandes, autor do documentário Camponeses do Araguaia, a guerrilha vista por dentro; dos escritores Carlos Amorim, autor de Araguaia: histórias de amor e guerra; e Pedro Estevam da Rocha Pomar, autor de Massacre da Lapa – Como o Exército liquidou o Comitê Central do PCdoB. O massacre foi ato final da guerrilha, quando os últimos dirigentes foram mortos em São Paulo, em 1976.
Expositores
Profa. Dra. Teresa Malatian 
Professora Titular em Historiografia da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Unesp, Câmpus de Franca. Realizou estágio de pós-doutorado na Oliveira Lima Library, da Catholic University of America (Washington, DC, USA). É membro do grupo acadêmico Transfopress. É estudiosa da obra de Clóvis Moura.
Prof. Dr. Pedro Estevam da Rocha Pomar 
Mestre em História pela Unesp e doutor em Ciências da Comunicação pela USP; autor dos livros Massacre na Lapa – Como o Exército liquidou o Comitê Central do PCdoB, e A democracia intolerante. É editor da Revista Adusp e membro do Comitê Paulista por Memória, Verdade e Justiça (CPMVJ).
Carlos Amorim 
Jornalista, escritor, roteirista e diretor em cinema e TV, Amorim é autor de sete livros sobre história contemporânea do Brasil. Esteve três vezes entre os finalistas do Prêmio Jabuti. Venceu duas vezes o maior prêmio literário do país. A obra Araguaia ? histórias de amor e de guerra, lançada pela Ed. Record, foi finalista do Jabuti.
Vandré Fernandes 
Formado em Comunicação Social, Fernandes produziu o longa de ficção Sem fio, de Tristan Aronovich. Dirigiu os documentários: Camponeses do Araguaia, a Guerrilha vista por dentro, em 2010; Osvaldão, em conjunto com Ana Petta, Fabio Bardela e André Michiles, em 2014; e Praia do Flamengo, 132, em 2018.

LOCAL
Praça da Sé, 108 – 1º andar
Centro – São Paulo (SP)
Evento gratuito
certificado de participação

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