Camille Claudel, uma mulher

Um livro emocionante é Camille Claudel, uma mulher da  autora francesa Anne Delbée. Anne é consagrada Diretora teatral em seu país de origem, tendo inclusive dirigido a peça Une fenne, que falou justamente sobre Camille Claudel.

“Les larmes coulent, silencieuses. Pour la première fois depuis des mois, devant l’oeuvre du sculpteur, elle pleure. Elle sait qu’il a tout compris ce jour-là, tout saisi dans un regard. A quoi bon lutter contre la scultpure? Pourquoi réclamer de vivre avec lui? Ils se disent tout dans la pierre même, c’est là leur vrai royaume, leur couche nuptiale, le long désir entre elle et lui qui ne cesse de se prolonger, de renaître, l’absence aussi…aussi forte que la possession. Elle n’aura jamais d’époux, de maison, d’enfants à elle. Juste une pierre, la pierre de leur continuelle impossibilité à être heureux ensemble.”

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Abaixo reproduzo texto de Jaqueline Novaes publicado na revista Partes em junho de 2004 (http://www.partes.com.br/ed46/livros.asp)

 

 

Camile Claudel
por Jaqueline Novaes
Título:Camille Claudel, uma mulher.
Editora:Martins Fontes, 1995 – 2ª edição
Autora:Anne Delbée
Tradução: Luis Cláudio de Castro e Costa.
         A autora francesa Anne Delbée é consagrada Diretora teatral em seu país de origem, tendo inclusive dirigido a peça Une fenne, que falou justamente sobre Camille Claudel.

Camille teve uma conturbada vida em vários aspectos, ora a problemática era de ordem familiar, mais especificamente com a mãe, Louise Athénäise Cerveaux, que a tratava nitidamente com certa repulsa, situação esta que muito piorou com a decisão de Camille em tornar-se escultora; ora por seu complexo e destrutivo relacionamento com o já então consagrado (e casado) escultor  Augusto Rodin.

A vida e a obra de ambos escultores é por si só sobremodo encantadora; más, o livro infelizmente não faz jus aos protagonistas, a autora tem um estilo muito frouxo para tecer as palavras, por vezes o leitor fica parágrafos e parágrafos  perdido, com trechos tão soltos e desconexos que não se sabe o que ou de quem eles tratam, os diálogos são cansativos e mau elaborados, a trama toda pessimamente construída.

A melhor parte do livro vale pelos trechos compilados das cartas que Camille escrevia no asilo, ou ainda dos trechos também compilados de artigos de seu irmão Paul Claudel.

Resta trazer a baila que Camille foi acima de tudo uma grande mulher na acepção da palavra, e que pagou com sua própria sanidade mental o preço que lhe foi impingido por amar demais a sua arte e o seu homem.

Título:       Camille Claudel, uma mulher.

Editora :    Martins Fontes, 1995 – 2ª edição

Autora :     Anne Delbée

Tradução : Luis Cláudio de Castro e Costa

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